PORQUE A RELAÇÃO ENTRE ’13 Reasons Why’ E SUICÍDIO PODE IR ALÉM DA FICÇÃO

A INCESSANTE BUSCA PELA FELICIDADE

A história da busca incansável de um roedor pela felicidade e realização, pode explicar o porque milhares de pessoas no mundo inteiro, desistem da vida, quando descobrem que o caminho que trilham em direção a felicidade não é verdadeiro.

Música: ‘Habanera’ por Bizet ‘Morning Mood’ por Edvard Grieg (www.stevecutts.com): A felicidade não é realmente conseguir dinheiro, ou carros de luxo e casas enormes ou usar drogas. A felicidade já está em nós. Conhece a ti mesmo. Procure dentro, então toda a bondade seguirá. Mas nós sempre tendemos a buscar a felicidade sem, em circunstâncias externas e coisas, não percebendo que eles não serão suficientes e que eles passarão, ou você passará sem eles.

Estamos sempre desejando algo fora de nós para preencher o vazio interior que temos, que é apenas um resultado da ignorância / não conhecer a si mesmo. Há algo em todos nós que é além do valor, que está além de todas as riquezas e tesouros do mundo. E essa é a sua essência / alma / psiquê. É a essência do próprio Deus. De tudo isso vem a bondade e a felicidade.

Nós olhamos para fora para sermos felizes, porque não nos conhecemos. Queremos que as coisas, as circunstâncias aconteçam, o elogio e a fama de outras pessoas, etc., pensando que, de alguma forma, nos farão algo mais do que nós mesmos. O perigo dessa busca externa é que como no mito da psiquê e Cupido ou “Branca de Neve”, adormecer. Psiquê (que literalmente significa Alma em grego) adormece quando ela abre a caixa (materialismo). O mesmo acontece com “Branca de Neve” comendo a maçã (que também simboliza o materialismo). Nossa alma adormece quando nos deixamos escravizar aos nossos desejos e a quaisquer pensamentos e emoções discursivas!

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O comportamento suicida se divide em 3 fases: pensar em suicídio, tentativa de suicídio e consumação do suicídio. 

NA ADOLESCÊNCIA

O suicídio na adolescência é o ato de um jovem entre os 12 e os 21 anos tirar a própria vida. Geralmente ocorre porque a adolescência é um período de transição, de transformações e de inúmeros conflitos internos e por isso existe um maior risco de depressão, transtorno bipolar e de ceder a pressões impostas pelos outros ou pela sociedade.

O jovem que pensa um tirar sua vida, acredita que não existem soluções para os seus problemas e normalmente dá sinais de um desequilíbrio emocional, mas que podem passar desapercebidos por familiares e amigos. O Analityc Scholl ajuda muito na descoberta desses sinais. No entanto, existem alguns sinais que podem indicar que o adolescente está pensando nessa possibilidade.

MOTIVOS

Quem tem adolescente em casa sabe: eles são os mais inclinados ao imediatismo e à impulsividade. Como ainda não atingiram a plena maturidade emocional, têm mais dificuldade para lidar com situações estressantes e frustrações – o que torna os pensamentos suicidas mais frequentes nessa população. Na maioria das vezes, porém, eles são passageiros, não indicam psicopatologia ou necessidade de intervenção.

Diferenciar reações consideradas normais de sinais de alerta de que algo grave está por acontecer pode ser extremamente difícil. “ Quem pensa em suicídio est á passando por um sofrimento psicológico e não vê como sair disso. Mas não significa que queira morrer. O sentimento é ambivalente: a pessoa quer se livrar da dor, mas quer viver. Por dentro, vira uma panela de pressão. Se ela puder falar e ser ouvida, passa a se entender melhor ”

“É importante também entender que não existe uma causa única para o suicídio. Pais tendem a querer explicar esse fato muito complexo de forma simples. É preciso saber que ele é multifatorial” , orienta. Ou seja: não é só o bullying ou só a pressão para as provas que podem levar um jovem a considerar se matar, mas um conjunto de fatores que devem ser observados. Entre os jovens que cometem suicídio, o grupo tem de 15 a 24 anos. É um período que inclui adolescência, problemas amorosos, entrada na faculdade, pressão social pelo sucesso… Depois dos 25 anos, já é um jovem adulto, as preocupações mudam, já são mais relacionadas a emprego.

MUITO CUIDADO COM A MENSAGEM

Para o psiquiatra especialista em educação, Celso Lopes de Souza , a ideia de que o suicídio teve uma causa única e pode trazer uma mensagem é perigosa. “Essa ideia de que a morte foi um exemplo, um mito, uma forma de protesto, acaba sendo uma abordagem inapropriada e pode influenciar outros jovens vulneráveis.”


É um processo? Salvo os casos de impulsividade, que acontecem em menores proporções, o comportamento suicida passa pelo pensamento, ideação (concepção da ideia), planejamento e só então chega ao ato.

BULLYING

O bullying no ambiente escolar é dos principais elementos associados ao suicídio. “ Pessoas que seguem qualquer padrão considerado pela maioria da sociedade como desviante, seja o tênis diferente, a cor da pele, o peso, o cabelo ou a orientação de gênero, são hostilizadas continuamente e entram em sofrimento psíquico ” , afirma Estelita , professora do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, ligado à Fiocruz.

INTERNET


Mais uma vez, o alerta especial vai para o uso da internet. Muitas vezes o jovem fica muito tempo na internet e os pais não sabem o que ele anda vendo ou com quem está falando. Caso você mesmo seja uma daquelas pessoas que passam horas e horas em frente a TV ou de uma tela de computador, é melhor começar a se preocupar! Um estudo realizado pela Universidade Estadual da Flórida fez uma revelação importantíssima. Ele mostrou que jovens que passam muito tempo navegando pela internet ou vidrados nas telinhas apresentam um maior risco de incidência de depressão e tendências suicidas.

A pesquisa analisou jovens de diferentes idades e os resultados foram preocupantes. Quase 48% dos participantes que passavam mais de 5 horas conectados a aparelhos tecnológicos apresentarem sinais de comportamento suicidas. Já entre os jovens que passavam menos horas, apenas 28% apresentou algum desses sinais.

“Existe uma relação preocupante entre tempo de uso de aparelhos eletrônicos e risco de morte por suicídio, depressão, ideação suicida e tentativas de suicídio ” . Os pesquisadores tentam alertar com o estudo especialmente os pais. Eles são os principais responsáveis por regular as horas que os filhos passam conectados a esses meios. Para o pesquisador é utópico desejar que elas não usem mais qualquer aparelho eletrônico. Na sociedade em que vivemos é quase impossível se desconectar completamente. Especialmente as novas gerações que já vem treinadas para fazer proveito dessas novas tecnologias.

Entretanto, cabe aos responsáveis pela educação da criança, controlar e fazer com que os “baixinhos” não fiquem tão dependentes. Incentivar desde a infância atividades que promovam esse “estar desconectado” é fundamental. Ainda mais em um mundo em que a depressão e o suicídio estão fazendo milhões de vítimas todos os anos. Lembrando que o estudo não comprova que a causa da depressão e do suicídio sejam motivados pelo uso dos aparelhos. Porém ele faz uma ligação entre esses dois fatores tão presentes no nosso cotidiano.

CONTÁGIO

Um fator de risco que despontou em pesquisas recentes é o suicídio por contágio, um processo pelo qual a exposição do suicida ou do ato suicida, de uma ou mais pessoas, influencia outras a cometerem ou tentarem cometer o suicídio.

Evidências sugerem que o efeito do contágio não está restrito a suicídios que ocorrem em uma área geográfica delimitada. Em particular, as reportagens realistas e a cobertura televisiva do suicídio têm sido associadas com um aumento de suicídios estatisticamente significante. O efeito contágio parece ser mais forte entre adolescentes e principalmente em grupos mais expostos à internet. Essas constatações têm levado muitos especialistas em prevenção do suicídio, profissionais da saúde pública e pesquisadores a lutarem para restringir ao mínimo os relatos sobre o suicídio – especialmente o suicídio de jovens – em revistas, jornais e televisão. É ideal que pais e a escola falem do assunto, pois podem acontecer suicídios por contágio.


APLICATIVOS

Muitas pesquisas também reforçam que as redes sociais também são um combustível para o bullying virtual. Aplicativos e jogos como o “Baleia Azul” e “Sim Simi” também já estão nas rodas de conversas dos pais.

Na contra partida existe um app “do bem”: o CÍNGULO é um aplicativo gratuito voltado para quem faz apoio ou terapia psicológica. Ele ajuda a exercitar o importante conceito da valorização pessoal, combatendo os efeitos negativos da baixa-autoestima com textos, áudios e formulários que você pode ou não querer preencher. As sessões são diárias, o que evita que você queira ver tudo de uma vez e depois nunca mais abrir o app .

A ideia é que você utilize-o uma vez por dia, com sessões de cerca de cinco minutos cada. A ideia da ferramenta, é possibilitar sessões simples e práticas de terapia individual a qualquer um e em qualquer lugar. As técnicas se dão através de textos, vídeos, áudios, esquemas e perguntas interativas para reforçar a confiança do usuário. São técnicas que vêm de diversas linhas de psicoterapia para tornar o processo mais interessante, dinâmico e eficaz, contam os criadores. Para o lançamento do app , foi feita uma extensa pesquisa com mais de 5 mil pessoas para saber as principais aflições e dores advindas da autoestima frágil. Os respondentes ainda nortearam a equipe quanto as técnicas que gostariam de ver num aplicativo.

REDES SOCIAIS


A psicoterapeuta Karen Scavacini , autora do livro “ E Agora? Um Livro para Crianças Lidando com o Luto por Suicídio” (AllPrint Editora), fala que a dependência de redes sociais expõe o jovem ao cyberbullying . Aquela humilhação que antes era restrita ao ambiente escolar, agora não tem mais controle, ocorre via celular, computador e 24 horas por dia. “ O bullying tinha um rosto. Hoje, qualquer um fala o que quer porque est á protegido pelas telas. Existe uma manipulação muito maior, sem noção alguma das consequências e por pura malda de “. Muito importante portanto, os pais ficarem atentos ao distanciamento familiar causado pela tecnologia e o tempo de exposição a ela.

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SETEMBRO AMARELO – MÊS DE COMBATE AO SUICÍDIO

Assista abaixo uma animação super realista que mostra a realidade de um futuro onde a tecnologia fará de nós zumbis controlados e escravos dela, ou quem sabe já estejamos. É chocante a riqueza de detalhes da animação. Produção de Stevie Cutts.


DADOS

De assunto mantido entre quatro paredes, o tema de série na internet, o suicídio de jovens cresce de modo lento, mas constante no Brasil: dados ainda inéditos mostram que em 12 anos a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 – um aumento de quase 10%. Os números obtidos com exclusividade pela BBC Brasil são do “Mapa da Violência 2017”, estudo publicado anualmente a partir de dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.


O suicídio é a terceira maior causa de mortes entre crianças e adolescentes no país Em 2016, foram registradas no país 30 mil tentativas de mulheres e 15 mil de homens. Para os especialistas, os altos números refletem também tentativas de comunicação. Apesar de homens tentarem menos, eles são as maiores vítimas letais, por usarem métodos mais agressivos. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), no mundo a cada 40 segundos, uma pessoa se suicida. Ainda assim, quase não se fala sobre o tema.

A cada suicídio cometido registram-se outras 30 a 40 tentativas frustradas, variam com a época do ano. Dados divulgados recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o Brasil é o país com maior número de pessoas com transtorno de ansiedade e o quinto em número de pessoas com depressão. Estamos entre os dez países com as maiores taxas de suicídio do mundo. Segundo um estudo recente realizado pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), 17% dos brasileiros já pensaram em suicídio.

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GERAÇÃO ALPHA

O que é a Geração Alpha?

Alpha é um termo usado pelo australiano Mark McCrindle , para designar a nova geração de crianças nascidas a partir de 2010. Esta geração, de acordo com o sociólogo, é determinada por pessoas muito mais independentes e com um potencial muito maior de resolver problemas do que seus pais e avós. O documentário “Alpha: A Nova Geração” apresentado pela marca de papinhas Heinz acompanha um pouco da rotina de famílias para captar esse sentido e mostrar como as gerações relacionam entre si e como lidam com a tecnologia.


Mas o que determina isso? Afinal de contas: o que nos traz a percepção de que os “Alphas ” já fazem parte de uma geração mais inteligente? A palavra é: estímulo. Mesmo que você leia e-books , ouça músicas e assista filmes on demand , a real é que você aprendeu isso ao longo da vida, enquanto esse cenário é completamente natural para o seu filho que já nasceu imerso em toda essa tecnologia e com as facilidades de obter informação.

Temos uma preocupação muito maior em educar nossos filhos em ambientes voltados para o desenvolvimento infantil, trazendo mais estímulos sensoriais. Nós valorizamos brinquedos, livros e dispositivos pensados no aprendizado das crianças. Ainda que os fatores, causas e efeitos da tecnologia neste processo caminhem juntas e não estejam precisamente claros entre si, podemos dizer que ela tem um papel importante no ambiente onde nossas crianças estão inseridas.

O tablet e as telas em geral, por exemplo, já são aliados no desenvolvimento dos pequenos. Com conteúdo adequado, seguro e livre de excessos, os dispositivos tecnológicos podem fazer parte do universo das crianças e devem receber o mesmo acompanhamento dos pais que as outras situações do dia-a-dia. Existem, inclusive, aplicativos focados em estimular o aprendizado infantil que permitem que pais acompanhem de perto a evolução dos filhos.

Menos hierarquia e mais diálogo entre pais e filhos Na educação da Geração Alpha, os pais continuam sendo figuras de autoridade, no entanto existe mais diálogo. As gerações ‘x’ e ‘y’ cresceram numa estrutura familiar e escolar muito mais hierárquica. E neste momento o autoritarismo dessas relações cede lugar para posições cada vez mais efetivas de troca. A tendência na educação escolar, de acordo com o documentário Alpha: a nova geração, é a mudança de sistemas até então mais focados no conteúdo didático para um ensino mais customizado e voltado para o que a criança gosta.


Entendendo as gerações É claro que determinar o passo entre uma geração e outra é muito relativo. Nós somos seres em constante desenvolvimento e evoluímos de acordo com nossas necessidades. É um equívoco engessar gerações por serem de épocas diferentes. O que quero dizer ao falar das características de cada uma é que caminhamos para determinados rumos de acordo com as características mais marcantes de cada fase e trocamos aprendizados entre uma geração e outra.


Evoluir e crescer! É muita ousadia falar em evolução da espécie? Não sei. O que sei é que avós, pais, irmãos, filhos e netos têm muito o que aprender entre si. Tanto no resgate, quanto na reinvenção. E essa relação é o que deve ser levada em consideração na hora de criar e aproveitar as ferramentas tecnológicas que temos, sem perder o que há de mais valioso nas relações humanas e nas relações pessoa-mundo.


FONTE: PlayKids Brasil.

GERAÇÃO Y – MILLENNIALS

Se voc ê assiste TV ou navega na internet, é muito prov á vel que j á tenha visto mais de uma vez o termo “ Millennial ” , ou “ Gera çã o Y ”.

Mas quem seriam os Millennials?

E por que existe essa distinção de gerações?


De acordo com o Centro de Pesquisa Pew , em Washington, nos Estados Unidos, Millennials são as pessoas nascidas entre 1981 e 1996. Isso quer dizer que todo mundo que nasceu nessa janela de 15 anos é igual? Não.

Provavelmente, os mais velhos pensam de maneira bem diferente dos mais jovens em muitos aspectos, mas todos tinham entre 5 e 20 anos quando ocorreram os ataques de 11 de setembro, ou seja, os ataques ou suas consequências aconteceram conforme essas pessoas se tornavam adultas.

Os Millennials também são aqueles que viveram a explosão da internet, passando pela transição de fazer os trabalhos de escola na infância usando uma enciclopédia, para começarem a usar a internet na adolescência ou no começo da vida adulta. E é para isso que a distinção de gerações serve.

Ela ajuda os pesquisadores a delimitar um período em que ocorreram determinados eventos históricos e tecnológicos e a partir disso, compreender como um grupo que cresceu e chegou à maioridade nessa época vê o mundo. Ou seja, acompanhar o desenvolvimento de um grupo que foi moldado por experiências de mundo semelhantes.

A quantidade de anos que abrange uma geração é variável, algumas têm um período de 15-16 anos, outras chegam a quase 20. Sabe-se que a geração pós-1997 praticamente já nasceu conectada à internet e mal se lembra de quando não tinha tal facilidade, porém o centro de pesquisa acredita que ainda seja muito cedo para delimitar um corte de tempo como foi feito recentemente com a Millennial.

AS GERAÇÕES

Como é possível verificar a partir das datas de transição, os períodos em questão são cada vez menores. Verificamos uma diminuição constante no período de cada geração e das gerações de transição. As mais jovens tendem a ser cada vez mais curtas.

E isso se deve à velocidade com que têm ocorrido as mudanças tecnológicas e sociais no mundo atual. Não há um consenso ou datas exatas que determinam essas gerações entre os estudiosos do assunto, então melhor entender essas diferenças do que prender-se a datas.

Grupos de transição das gerações:

  • Geração BBX (1958-1964)
  • Grupo de transição entre Baby Boomers e X
  • Geração XY (1976-1984)
  • Grupo de transição entre a geração X e Y
  • Geração YZ (1995-1999)
  • Grupo de transição entre a geração Y e Z

Classificação brasileira das gerações:

  • Baby Boomers – 1945 – 1964
  • Geração X – 1965 – 1984
  • Geração Y – 1985 – 1999
  • Geração Z – 2000 – Atual

Classificação americana das gerações

  • Baby Boomers – 1945 – 1964
  • Geração X – 1965 – 1979
  • Geração Y – 1980 – 1994
  • Geração Z – 1995 – Atual

Pais e filhos: A análise das gerações é feita de acordo com o uso das tecnologias pelos indivíduos e das relações entre elas e os consumidores. Os aspectos comportamentais, naturalmente, não ficam para trás e também são fundamentais. O Perfil Comportamental de pessoas nascidas no mesmo período, no entanto, é o que determina uma geração.

Referências: Projeto MILLENALS

VOCÊ SABE O QUE É AUTOSSABOTAGEM?

Você é um autossabotador?


A Autossabotagem é algo que acontece a todos os seres humanos em algum momento na vida. É importante desenvolvermos autoconhecimento e termos consciência do que é a autossabotagem para que nos possamos treinar para perceber claramente quando estamos caindo nela. Umas boas partes das pessoas não querem ser autossabotadores, mas outras pessoas obtém certo prazer, ainda que inconsciente, porque acabam por fazer papel de vítima das circunstâncias, e se encaixam no papel de vítima. Isso acaba por ser estranhamente confortável, pois os outros acabam por nos reconfortar, não tendo nós próprios que tratar disso. Por outro lado, a autossabotagem, sendo a repetição de soluções que sempre usamos, é confortável porque não mexe com as nossas estruturas, não nos faz pensar, é uma zona de conforto! Até ao dia em que você se apercebe que é autossabotagem e não se sente satisfeito com a sua vida…

A autossabotagem acontece em qualquer área da nossa vida. A autossabotagem é, no fundo, a repetição dos mesmos padrões, destrutivos, que muitas vezes dizemos que não queremos repetir, porém depois, tornam-se tão automatizados que não nos apercebemos mesmo que esses padrões estejam prejudicando nossa vida. Existem padrões repetitivos que são funcionais, como por exemplo, dirigir. Já se torna um automatismo! E se demorássemos 2 minutos pensando, atrapalharíamos o trânsito. Mas noutros contextos mais complexos, as repetições tornam-se destruidores dos nossos objetivos.

Adaptemos ao nosso trabalho Uma pessoa que estava farta do seu emprego e queria e sempre quis lançar-se noutra área ou montar o seu negócio. Quando chega o desemprego pensa “É agora!”, mas depois, se vê repetindo o comportamento de procurar um contrato de trabalho. Mesmo que consiga o emprego, passado algum tempo, vai começar a pensar de novo que o queria mesmo era lançar-se noutra área e, claro irá desenvolver forte frustração e insatisfação. Quantas pessoas você conhece que estão sempre dizendo “Tenho de mudar de vida! ” ou

“Tenho de ir a academia” e passado alguns dias, já se autossabotou!? Por isso, este é o momento.

Faça agora um breve auto-teste (não adie para amanhã!). Responda para si próprio, SIM ou NÃO, ou registre as suas respostas num papel.

  • Teste:
  • 1 – Você inventa desculpas constantes para não fazer determinada coisa, sobre a qual anda falando há anos!
  • 2 – Você mantém pelo menos 2 ou 3 objetivos/sonhos, que nunca concretiza.
  • 3 – Se analisar atentamente o seu discurso/narrativa, percebe que recorre frequentemente à desculpa da falta de tempo.
  • 4 – Todos os anos, por exemplo, nas resoluções de Ano novo, promete algo a si próprio, com motivação e convicção acreditando que é mesmo desta vez que vai prosseguir, mas os anos passam e nunca cumpre.
  • 5 – Culpabiliza o trabalho, os filhos, os pais, os hobbies ou outras áreas da sua vida, por não conseguir realizar o que realmente quer. 6 – Você sente frequentemente um sentimento de arrependimento profundo, por tudo o que não fez e por todas as oportunidades que não agarrou.
  • 7 – Recorre frequentemente a narrativas negativistas, como por exemplo, “Agora já não dá”, “Já não tenho idade para isso”, “agora é quase impossível” , “já não vale a pena tentar”, “Já não sou capaz”, etc.
  • Se você respondeu que SIM, a mais de quatro respostas, você é um autossabotador crônico. Se você respondeu que sim a quatro ou menos perguntas, então você pode estar no caminho de se tornar um autossabotador. Se você respondeu que SIM, apenas a uma ou zero das perguntas, então você não é um autossabotador (mas, analise bem a pergunta à qual respondeu que SIM, e reflita sobre ela)!

Vamos interagir! Diga-nos qual foi o seu resultado aqui nos comentários. Vamos, coragem!

EDUCAÇÃO PAUTADA EM PILARES

Segundo a Unesco, a Educação está embasada em 4 Pilares:

Aprender a SER

Aprender a CONVIVER

Aprender a CONHECER

Aprender a FAZER

E não parece ser por acaso que SER e CONVIVER estão à frente de Conhecer e Fazer.

É definitivo que o mundo vê nos jovens a mudança que se busca diariamente, assim como é ponto pacífico que isso só poderá ser proporcionado através da Educação.

Desde 2016 no Brasil falamos de Competências Socioemocionais:

As Competências Socioemocionais incluem um conjunto de habilidades que cada pessoa tem para lidar com as suas próprias emoções, relacionar-se com os outros e gerenciar objetivos de vida, como autoconhecimento, colaboração e resolução de problemas. Essas competências são utilizadas cotidianamente nas diversas situações da vida e integram o processo de cada um para aprender a conhecer, aprender a conviver, aprender a trabalhar e aprender a ser. Ou seja, fazem parte da formação integral e do desenvolvimento de todos. Fonte.

Juntamente com o Instituto Ayrton Senna, o Estado de São Paulo a partir de 2018 está trabalhando com um projeto piloto, vislumbrando uma revolução no ambiente educacional.

Essa ideia nasceu em 2016 no Fórum Internacional promovido pelo Ministério da Educação – MEC, Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pelo Instituto Ayrton Senna. Nesse evento foi lançando um programa de formação de pesquisadores e professores no campo das Competências não Cognitivas para estimular o debate sobre as competências socioemocionais. Fonte.

O fato é, que desde 2016 o nosso país “acordou” para dar atenção, fixar os olhos e ouvir atentamente o “grito” silencioso de socorro de milhares de jovens perdidos, humilhados, não aceitos, depressivos e cada vez menos conhecedores das suas próprias capacidades, talentos e competências. Sabem mais sobre como passar na próxima fase do jogo virtual, do que passar de fase no “jogo da vida”, são bem preparados para tirar 10 na próxima prova, do que tirar 10 na “prova da vida”.

E foi exatamente pela percepção de Competências Cognitivas e não Cognitivas que a Line Coaching lançou o ‘FINDLINE EDUCACIONAL’ – Programa de Análise Comportamental e Inteligência Emocional,  certificado como inovador pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos, é uma empresa pública brasileira de fomento à ciência, tecnologia e inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas), pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e também validado pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), USP (Universidade de São Paulo) e FUNDEP (Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) é uma entidade de direito privado que, desde 1975, presta serviços à sociedade na gestão de recursos de projetos de interesse público ou coletivo e apoia a Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG). 

O programa oferecerá para instituições de ensino informações importantíssimas sobre as habilidades socioemocionais do aluno.

Em menos de 7 minutos, o FINDLINE entrega mais de 50 informações, capaz de traduzir o silêncio dos que não falam e a agitação que existe dentro dos processos comportamentais de quem não se conhece por completo.

Apresentamos aos pais, professores, diretores, coordenadores, alunos e afins uma revolução no modo de avaliação e autoconhecimento, através de uma métrica com mais de 97% de assertividade, ou seja, desenvolvemos e antecipamos a capacidade não só de identificar, qualificar e compreender os jovens, mas um projeto que ganha voz, que prevê doenças emocionais, muitas com consequências lamentáveis e irreparáveis.

O FINDLINE está apto para ensinar, treinar e capacitar o corpo docente, discente, pais e tutores, para conversarem entre si de forma harmoniosa, entendendo o indivíduo de forma única, clara e descomplicada.

EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO 21

Mais exercícios, repetição e testes podem até resultar em uma nota maior, mas não prepararão o aluno de forma integral e muito menos darão conta de desenvolver todas as competências que ele necessita para enfrentar os desafios do século 21. Enquanto o mundo abre espaço e cobra que os jovens sejam protagonistas do seu próprio desenvolvimento e de suas comunidades, o ensino tradicional ainda responde com modelos criados para atender demandas antigas. A realidade é que o ser humano é definitivamente complexo e para desenvolvê-lo de maneira completa, é necessário incorporar estratégias de aprendizagem mais flexíveis e abrangentes.

Uma das saídas para reconectar o indivíduo ao mundo onde vive, passa pelo desenvolvimento de Competências Socioemocionais. Nesse processo, tanto crianças como adultos aprendem a colocar em prática as melhores atitudes e habilidades para controlar emoções, alcançar objetivos, demonstrar empatia, manter relações sociais positivas e tomar decisões de maneira responsável, entre outros. Uma abordagem como essa pode ajudar, por exemplo, na elaboração de práticas pedagógicas mais justas e eficazes, além de explicar por que crianças de um mesmo meio social vão trilhar um caminho mais positivo na vida, enquanto outras, não.

Longe de ser um modismo, a preocupação com o desenvolvimento dessas características sempre foi objetivo da educação e precisa ser entendido como um processo de formação integral, que não se restringe à transmissão de conteúdos. Então o que muda? Para que consiga alcançar esse propósito, a inclusão de Competências Socioemocionais na educação precisa ser intencional.

“Estamos falando de uma mudança de cultura, de compreensão de vida, do que a gente acredita que é o ser humano, o conhecimento, a aprendizagem e de qual é o papel da escola”, explica Anita Abed, consultora da Unesco (organização das Nações Unidas para a Educação e Cultura). “O conhecimento em si deve ser amplamente significativo e prazeroso, algo da ordem socioemocional”, diz.

A nova visão não implica em deixar de lado o grupo de competências conhecidas como cognitivas (interpretar, refletir, pensar abstratamente, generalizar aprendizados), até porque elas estão relacionadas estreitamente com as socioemocionais.

Pesquisas revelam que alunos que têm Competências Socioemocionais mais desenvolvidas apresentam maior facilidade de aprender os conteúdos acadêmicos. No livro “Uma questão de caráter” (Intrínseca, 272 pág), o escritor e jornalista americano Paul Tough vai além e coloca que o sucesso no meio universitário não está ligado ao bom desempenho na escola, mas sim à manifestação de características como otimismo, resiliência e rapidez na socialização. O livro ainda explica que Competências Socioemocionais não são inatas e fixas: “elas são habilidades que você pode aprender,  praticar e ensinar”, seja no ambiente escolar ou dentro de casa.

BNCC: O que eu preciso saber?

A BNCC é um documento oficial que orientará os currículos escolares das redes pública e privada do Brasil. A Base traz os conhecimentos essenciais, as competências e habilidades pretendidas para os estudantes em cada etapa da Educação Básica, do Ensino Fundamental ao Ensino Médio

BNCC não tem pretensão de ser um currículo, mas visa a orientar a construção do currículo pedagógico, inclusive dando abertura a particularidades regionais, sociais e metodológicas de cada escola.

Em poucas palavras, a BNCC define os objetivos da aprendizagem, enquanto o currículo determina como esses objetivos serão atingidos.

Essas informações são importantíssimas para que o representante FINDLINE possa mostrar ao seu prospecto, o quanto nosso programa poderá ajudar a por em prática as competências gerais estabelecidas pela BNCC.

As competências gerais da BNCC e o programa Findline.

A Base Nacional Comum Curricular foi desenvolvida para servir como orientação para o corpo docente de escolas de Ensino Básico, consiste em aprendizagens essenciais expressas em 10 competências gerais, que definem a base educacional norteada de caminhos pedagógicos.

As 10 competências gerais foram definidas e desenvolvidas de forma integrada a partir dos direitos éticos, estéticos e políticos assegurados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais e de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores essenciais para a vida no século XXI.

É fundamental o preparo do professor e da equipe didática para o aprofundamento da base, o programa FINDLINE, facilita a compreensão e a aplicabilidade destas competências:

Comunicação e o Findline

Essa competência poderá ser potencializada quando entendermos que o perfil comportamental de cada pessoa está intimamente associado a sua forma de comunicação. Conhecer seu perfil comportamental e os perfis das pessoas que estão a sua volta, potencializam as expressões de ideias, opiniões, emoções, sentimentos e compartilhamento de experiências com diferentes interlocutores.

Projeto de Vida e o Findline

O programa FINDLINE poderá ser um grande aliado para o fortalecimento dessa competência, os índices apresentados darão pistas de como o aluno está no momento diante das dimensões e sub dimensões relacionados a essa competência.

Argumentação e o Findline.

O programa FINDLINE também contribui para o aprimoramento da argumentação, além dos índices, os gráficos de talento e competências, servem como orientações importantes para o aluno potencializar essa competência. 

Autoconhecimento e o Findline

O programa FINDLINE, unido ao relatório FINDPASS, reúne 23 páginas de uma análise comportamental importante e fundamental para que alunos, pais e professores potencializem essas competências. Autoconsciência, autoestima, autoconfiança, equilíbrio emocional, desenvolvimento físico, atenção plena e a capacidade de reflexão, são medidas que poderão ser atendidas pelo FINDLINE.

Empatia, Cooperação e o Findline

Mais uma competência a ser potencializada pelo programa é a valorização da diversidade, alteridade (reconhecimento do outro), acolhimento de perspectivas, diálogo, convivência, colaboração e mediação de conflitos.

Responsabilidade, Cidadania e o Findline

O relatório do FINDPASS, além de fornecer mais de 50 características sobre o aluno levando a potencialização de diferentes competências, juntamente com os treinamentos em EAD oferecidos pelo programa FINDLINE, traz uma contribuição direta na ressignificação dos pontos a serem desenvolvidos.

FINDLINE: O relatório do FINDLINE, além de fornecer mais de 50 características sobre o aluno, levando-o a potencializar várias das competências citadas acima, também juntamente com os treinamentos em EAD, fornecidos pelo programa FINDLINE, contribuirá para ressignificação dos pontos a serem desenvolvidos, potencializando assim mais essa competência.

As competências gerais serão trabalhadas em cada uma das áreas de conhecimento – Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Ensino Religioso – e construídas por habilidades desenvolvidas a partir de atividades em sala de aula.

A proposta da BNCC é colocar o estudante como agente ativo da sua própria educação, fazendo com que ele saiba identificar problemas, compreender conceitos, propor soluções, interagir com os colegas de classe, argumentar e etc. Aprendizagens sintonizadas com as necessidades dos alunos, gerando maior engajamento e adequando-se aos desafios da sociedade atual.

Não existe uma hierarquia entre as 10 competências gerais. De acordo com o MEC, cada uma tem seu valor e todas se articulam para o desenvolvimento positivo da educação dos alunos. Na educação Infantil, por exemplo, os cinco campos de experiência – O eu, o outro e o nós; Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; Escuta, fala, pensamento e imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações – são o foco da aprendizagem, que deve se encaixar na proposta.

O enfoque das novas diretrizes citadas pelas 10 competências gerais da BNCC são como os novos fundamentos da educação brasileira, a fim de construir um ensino linear. Dessa forma, é legal também estimular os pais e responsáveis a lerem e conhecerem as novas propostas. Assim, todos estarão por dentro das novas mudanças, gerando uma harmonização, boa comunicação entre pais, escola e alunos e um excelente desenvolvimento pedagógico.

Para saber mais sobre a BNCC do Ensino Básicoacesse o site oficial.

Lições do filme ‘Duas Vidas’

ATENÇÃO! SÓ LEIA ESSE TEXTO DEPOIS DE ASSISTIR AO FILME!


Imaginem se tivéssemos a oportunidade que Russ teve? A oportunidade de poder rever nossa infância, conversando com nossa versão jovem e assim ajudá-la a ser melhor para, no futuro – o nosso presente – nos tornarmos adultos melhores?

E se eu dissesse que isso é possível! O que você faria?

O tema captado pela Walt Disney é simplesmente maravilhoso. Ele usa a fantasia que um encontro de um frustrado homem de negócios tem com sua versão mais nova, feliz e inocente. Imagine esse encontro para uma pessoa como Russ que sofreu traumas na infância influenciando-o a escolher uma postura mais séria do que o necessário para toda sua vida futura.

Não temos uma medida certa para o amadurecimento, mas podemos perceber o quanto as pessoas ficam mais sérias quando a idade vai aumentando. Elas dizem que agora podem ver como o mundo é cruel, os homens são injustos, viver custa muito dinheiro, contas para pagar… Mas será que isso é o necessário para nos fazer perder nossa pureza? Será que realmente devemos aparentar tanta maturidade?

Você se reconheceu nesse filme e com as escolhas que Russ fez? Também sofreu? Teve traumas? Decepções com os adultos em sua infância? Hoje em sua idade, percebe como os últimos anos passaram rápido? Retornar aos tempos idos pode ser uma bela forma de passar a vida a limpo. Alguns fatos da infância deixam marcas dolorosas, nem sempre lembradas, outros nos alegram só de lembrar. Fato é que somos produtos desses acontecimentos, bons e ruins, que nos ajudaram a ser quem somos agora. Também é verdadeiro dizer que a melhor forma de viver o presente é aceitá-lo como novo, atualizando nossas perspectivas diante das novidades que a vida traz a cada instante. Ao rever os fatos do passado, o protagonista sensibiliza-se diante de sua fragilidade de criança, que ao mesmo tempo trazia consigo valores genuínos e sonhos abandonados.

O filme sugere que alguns elementos da sua infância o fizeram adquirir uma conduta rígida quando adulto, a partir das qualidades presentes na criança que foram sufocadas. Seria diferente com cada um de nós? O que sou hoje, como escolho ou não a minha vida? Quem é que não tem um rascunho que precisa ser passado a limpo, uma criança interior que precisa de acolhimento ou uma dor infantil que precisa ser enfrentada? Isso me lembra os monstros gigantescos da infância, que não passavam de sombras de algum objeto ou gesto mínimo. A sensação infantil daquela grandiosidade permanece em nós até quando?
Não seria bom ter a oportunidade de dar a mão a nossa criança interior (esquecida ou desamparada) e juntos enfrentarmos o momento presente? “Duas vidas” apresenta um diálogo franco sobre escolhas entre o adulto e a criança, que um dia ele foi, com suas características pessoais.

O embate é entre a autenticidade infantil e os mecanismos de defesa que nos tornam sociáveis, entre as aspirações infantis e os desejos fabricados, entre as fantasias e as realidades cruéis, frustrantes, impactantes. Mas, será que tudo é assim tão oposto? Em DUAS VIDAS, o pequeno Rusty afirma: “Eu cresci e virei um fracassado”. Como sua visão de mundo se tornou tão diferente? O passado que está bloqueando AQUI, no presente, compromete o AGORA. Precisa ser atualizado, para que o presente possa acontecer, sendo aceito como parte do ser, capaz de fluir naturalmente AQUI E AGORA.

Muito do que ocorreu na infância pode ganhar novo sentido quando mudamos a perspectiva, a ótica infantil pode adquirir outros sentidos quando oportunamente revistos. As diferenças entre o que foi e o que está sendo, agora, podem disponibilizar novas experiências, por conseguinte, crescimento. O filme é uma metáfora do processo terapêutico, que nos oportuniza a possibilidade de resgatar nossa criança e integrar nossa existência. O passado vai pra seu lugar, sem deixar nunca de fazer parte do que somos hoje, através da aceitação de cada pedaço da nossa totalidade de ser. O reencontro de Russ com sua personalidade antes do trauma, trouxe lembranças e também a verdadeira conscientização que ele até então não havia tido: a de que ele não era culpado pela morte de sua mãe e deveria perdoar seu pai pelo momento de desespero ao acusa-lo injustamente disso.

Ao escolher relembrar os fatos que Russ fez tanta força para esquecer, ele decidiu também por buscar soluções que sempre carregou dentro de si mesmo. E a simples descoberta foi que a resposta para todas era o perdoar. O perdão limpou sua alma e sua história de sofrimento e auto cobranças por uma postura sempre séria e responsável.


As duas lições para aprender com esse filme:
  • Buscar sempre uma visão mais clara do seu passado, pois ela na maioria dos casos pode resolver tranquilamente seus problemas atuais.
  • Perdoar PRA VALER qualquer pessoa ou acontecimento do passado ou presente o quanto antes, para assim poder continuar sua vida deixando todo o espaço possível para vivenciar o que está acontecendo agora.

Comunidade Escolar e Coach: é possível andarem juntos?

Esse assunto é muito novo e há muitas discussões em volta dessa área, e quero colocar aqui o posicionamento de uma outra profissional, além de mim que discute a cerca desse assunto pouco debatido. O texto em questão intitulado Coaching nas escolas: uma luz ao longo do túnel, escrito por Mafalda Lapa, retirado do site Observador.pt, que discute o papel da escola no processo ensino-aprendizagem na perspectiva do Coaching. Vale muito a pena essa leitura para uma ampliação de visão de mundo nesse aspecto. Boa Leitura!

caderno de apontamentos

Coaching nas escolas: uma luz ao longo do túnel

  • Mafalda Lapa

4/7/2019, 0:03

Não acredito em “maus alunos” nem em “alunos incapazes”. Acredito que há alunos que ainda não descobriram o seu potencial. Somos todos diferentes, mas a escola trata, demasiadas vezes, todos por igual

A escola é um local onde se aprende, se descobrem vocações e se esboça o futuro. Se ajudamos os alunos a aprender, porque não ajudamos também a traçarem o seu próprio caminho?

A escola deve ser um lugar onde a informação se transforma em conhecimento com significado útil para a vida académica, profissional e pessoal, mas isso nem sempre acontece. Com projetos construídos pelos alunos, aulas alicerçadas nas vivências e experiências de cada um, e a exigência aliada ao respeito, conseguiremos ter alunos motivados, empenhados em construir um percurso profissional sólido, flexível e próprio. Só assim conseguiremos criar cidadãos conscientes e ativos na mudança.

Os jovens passam a maior parte do dia na escola e são frequentemente os professores que se apercebem das necessidades dos alunos. Nas escolas, deparamo-nos muitas vezes com resultados escolares insuficientes, alunos alheados, que não entendem o propósito das aulas, que estão sistematicamente cansados e desmotivados, distraindo-se facilmente. Não se acham suficientemente competentes em algumas disciplinas (quem nunca ouviu a expressão “eu não sou bom a matemática” ou “eu não consigo fazer uma apresentação à frente da turma”?) e, por isso, não se sentem encorajados a aprender. A falta de autoestima de muitas crianças e adolescentes também os torna menos capazes, conduzindo muitas vezes a um grande sofrimento que, ora extravasa sob a forma de comportamentos agressivos e inadequados, ora se manifesta através de um silêncio profundo e de uma espiral de onde o aluno, sozinho, não consegue sair. Mas precisamos de crianças e jovens conscientes, empenhados no seu percurso e felizes, para que isso se reflita também na sociedade. O que podemos fazer?

Sou professora e coach. Dinamizo aulas de desenvolvimento pessoal na escola onde leciono. É uma das atividades mais transformadoras a que me dedico no Gabinete de Integração do Aluno (GuIA). Foi uma das estratégias que encontrei para ajudar os alunos. Não acredito em “maus alunos” nem em “alunos incapazes”. Acredito que há alunos que ainda não descobriram o seu potencial. Somos todos diferentes, mas a escola trata, demasiadas vezes, todos por igual. No mercado de trabalho pretende-se que tenhamos funções adaptadas ao nosso perfil mas, na escola, isso poucas vezes acontece. Neste gabinete os alunos são atendidos de forma personalizada, e os problemas de cada um transformam-se em desafios que o próprio irá resolver. Existem também projetos de grupo que pretendem dar sentido ao que se aprende na escola. Nestes projetos é dada responsabilidade aos alunos que trabalham de forma colaborativa, estimulando o pensamento crítico, a curiosidade, a capacidade de resolver problemas e conflitos, a empatia, a gratidão. Ouvimos os nossos alunos e, quando sentimos que precisam de aprender sobre alguma temática que não se aprende usualmente na escola, oferecemos formação nessa área. Estas áreas abrangem temas variados como, por exemplo, como estudar (os alunos não nascem a saber estudar) e como comunicar (aprendemos a falar na infância, mas comunicar é muito mais que falar), ou o que distingue as pessoas com sucesso das que não o conseguem, entre muitos outros.

A existência de sessões de coaching na escola permite que os adolescentes se tornem ativos na gestão do seu percurso e eficientes na transformação da sua vida pessoal e académica. A minha experiência com várias centenas de jovens com quem já trabalhei, em gabinete, é que um processo de reflexão assistida por um coach pode apresentar vantagens significativas. Pode ajudar a desbloquear crenças que impedem o aluno de progredir (foi o que aconteceu com o João, um aluno que não conseguia fazer apresentações aos colegas que, no final de 10 sessões, pediu para dar uma palestra para a escola e está, neste momento, a frequentar um curso universitário onde a comunicação é essencial). Pode aumentar competências de planeamento e organização que os alunos vão usar na sua vida académica e também, mais tarde, na profissional (foi o que aconteceu com o Miguel, que tinha resultados baixos porque não se organizava para incluir momentos de estudo intercalados nos de lazer e, não só acabou o secundário com uma média brilhante, como ainda hoje, no mercado de trabalho, usa as ferramentas que aprendeu). Contribui, sobretudo, para o aluno se conhecer melhor, ter noção de onde está, para onde quer ir e do que fazer para lá chegar.

Já vi como o processo de coaching pode manter os alunos motivados, ensinar a aprender mais depressa e a reter o que aprendem (foi o caso da Maria, que estudava muitas horas mas não tinha resultados, e passou a estudar menos mas de forma mais eficiente). Alguns alunos desenvolvem significativamente a capacidade de priorizar tarefas e atividades de forma mais eficaz. Outros aprendem a vencer o vício da procrastinação (como o caso do Salvador que, cada vez que tinha um teste, punha em dia temporadas seguidas da sua série preferida). O coaching é uma prática que pode ser levada às escolas à semelhança do que começa a acontecer no ensino superior e tecido empresarial. E a Autonomia e Flexibilidade Curricular são um excelente habitat para isso acontecer.

O coaching é uma ferramenta que pode ajudar os alunos no presente e no futuro. O Fórum Económico Mundial prevê que ainda não existem 65% das profissões que serão desempenhadas pelos alunos que entraram na escolaridade obrigatória em 2016. Prevê também que, em média, os nossos jovens terão 7 empregos e até 3 funções diferentes ao longo da vida. Acredito que, no futuro, os alunos tenham mais liberdade para escolher os projetos/ conteúdos que querem abordar e mais responsabilidade a moldar o seu futuro. Provavelmente vão escolher as atividades em que querem participar, aprender de forma personalizada com experiências no terreno (estágios e trabalho com profissionais de várias áreas), envolvendo-se ativamente na construção do seu percurso. A existência de um coach que os acompanhe, desafie e apoie poderá ser uma ferramenta determinante. Nessa altura, é minha crença que teremos níveis de insucesso mais baixos, crianças e jovens criativos, verdadeiramente inspirados e capazes de mudar o mundo para melhor. Porque não começar já hoje a trabalhar para esse futuro?